Mulheres na Política 2018 – Dados da representação no Brasil e As Mais Influentes

A representação das mulheres na política em 2018 é baixa e não representa nem mesmo as metas brasileiras estipuladas em 1990. O Brasil ocupa a 155ª posição  entre 189 países estudados pelo ranking da presença de mulheres em cargos eleitorais. O estudo é feito pela União Intraparlamentar.

Apesar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar em 2017 que 52% dos eleitores são do sexo feminino, as mesmas só representam 9% dos cargos na Câmara de Deputados, são apenas 45 deputadas num total de 512 representantes. O número se iguala nas demais esferas.

participação na política brasileira

Qual é a representação da Mulher na Política em 2018

O ano de 2018 terá eleições para várias esferas de cargos legislativos na política brasileira. Ainda assim, as expectativas não são grandes ao ler o histórico de ocupação de mulheres ao decorrer dos anos.

De acordo com os pesquisadores do ramo, a participação das mulheres na política contrapõem todas as conquistas femininas desde 1940  com o início dos movimentos sociais do setor.

Confira a tabela que mostra qual é a atual participação das mulheres na ocupação de cargos políticos em 2018 (dados de 2017 divulgados pelo TSE)

 

Cargo% de mulheres em 2000% das Mulheres em 2017
Vereadoras 12,6%13,51%
Deputadas estaduais e distrital10,1% 11,33%
Deputadas Federais5.56%9,94%
Senadoras 7,41% 14.81%

O crescimento lento nos últimos 18 anos (já que os dados permanecem os mesmos) indica que nesta velocidade as mulheres só alcançariam a igualdade na política no ano de 2016 na Câmara Federal e em 2096 no Senado.

Entre os estados com maior participação está o Rio Grande do Norte, com 42 candidatas ao Senado. Em contrapartida, o Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Piauí e Paraná não tiveram uma sequer candidata a qualquer cargo que tenha sido eleita.

O estado com a situação mais crítica é o de São Paulo. Em quatro anos consecutivos (de 2008 a 2016) todos os municípios abrangidos não tiveram representações femininas nas eleições.

Para se fazer uma comparação a média mundial de mulheres que ocupam cargos legislativos é de 22,1% (também revelando um problema de representatividade nacional além do Brasil), mas por aqui, a média é de 9%. No senado de 13% de cadeiras preenchidas pelo sexo feminino. Os dados são mais baixos que países de crise, como o Haiti.

dado politica brasileira

Mulheres mais influentes na política 2018 (Brasil)

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Dilma Rouseff

Apesar de um final trágico com o impeachment em 2015 a ex-presidente foi um ícone da representação da mulher na política ao ser a primeira a colocar a faixa presidencial em toda a história do país.

O discurso que ela fez na época ressaltou as conquistas femininas. No ano da disputa, 45 deputadas federais foram eleitas,além de oito senadoras e duas governadoras. Um ano atípico na história do país.

Em 2018, no entanto, o cenário mudou um bocado. Há somente uma governadora, a Suely Campos em Roraima e cinco senadoras. Pode ser que atualmente a ex-presidente já não faça mais (quase nenhuma) diferença no cenário político, mas o barulho que fez no passado ainda repercute um pouco no presente.

Marina Silva

Marina Silva vai disputar mais uma vez a presidência em 2018, mas a influência política que trás não é nova. Ela foi protagonista de várias lideranças sociais, principalmente no campo ambientalista.

Luciana Genro

Considerada a rainha entre as femininas, a Luciana Genro levou à tona as o direito e igualdade das mulheres em sua candidatura a presidência no mesmo ano de Dilma Rousseff.

Maria do Rosário

A repercupção da ex-ministra dos direitos humanos aconteceu após a briga com o deputado Jair Bolsonaro. Suas lutas acabaram a fazendo virar uma figura de resistência aos direitos dos mais vulneráveis como homossexuais, machismo e dos mais pobres.

Lei da representação feminina – Como funciona?

A Lei nº 12.034/09  impõem aos partidos e coligações que o preenchimento do número de vagas seja de no mínimo 30% e no máximo 70% para candidatos de diferentes sexos. Se for olhar somente para os números, o Brasil respeita a constituição, mas na prática não funciona.

De acordo com a Ministra do TSE, Luciana Lóssio, em entrevista ao O Globo, existe lançamento da candidatura de “laranjas” para que a cota seja cumprida e ninguém precise ser punido. Na prática, não são elas que ocupam o cargo.

A realidade foi confirmada mais de uma vez pelo TSE que desde que a lei de representação feminina no Congresso existe (2009) já puniu diversos partidos pela falta de presença das mulheres. No ano de 2016, por exemplo,o governo registrou a candidatura de 14.417 mulheres, mas todas terminaram com a votação zerada.

Além da própria Constituição Federal, existe a introdução na lei das eleições (art. 93-A da Lei nº 9.504/1997 ) o incentivo obrigatório da presença feminina na política durante o período eleitoral. O artigo prevê campanhas da Justiça Eleitoral e também que 20% da propaganda de cada partido seja para reafirmar esta necessidade social.

representacao feminina na politica

Partidos brasileiros com maior representação feminina

Entre o histórico dos partidos que nos últimos 3 anos já foram punidos pela baixa participação feminina estão as siglas:

  • PP (Partido Progressista) do Rio Grande
  • PSB (Partido Socialista Brasileiro) do Rio Grande
  • Pros (Partido Republicado da Ordem Social) de Minas Gerais

Nestes, não houve nem 10% da propaganda necessária promoção das candidaturas de mulheres candidatas para os cargos disponíveis nas eleições.

Outros partidos também já tiveram problemas ao não respeitar a lei que diz que deve-se utilizar pelo menos 20% do tempo eleitoral com propaganda gratuita na TV e Rádio para incentivar a participação feminina na política. Os que não cumpriram foram as siglas PRB, PHS, PT, PSB, PSC, PMDB, PC do B, PR, PSD e PV.

Mulheres negras na política brasileira

Se a situação já é crítica ao se falar da representação de mulheres brancas, a situação é ainda maior se colocar questões raciais em jogo. Os dados do TSE (2016) revelam que as mulheres brancas se elegem duas vezes mais do que as negras ou pardas.

mulheres na política

Representação de mulher na polícia 2016 (Ranking Mundial)

Apesar da representação feminina ser um problema mundial, outros países latinos adotaram medidas que provam estar dando frutos.

Na Bolívia, Argentina e México foram adotados mecanismos que obrigam legalmente a participação de mulheres em 30% a 50% das vagas no Parlamento. Os resultados foram 50% maiores do que o crescimento da representatividade feminina no Brasil.

Alguns deles aparecem inclusive entre os primeiros no ranking de países com maiores representação de mulheres na política em 2018. Confira

  1. Ruanda (63,8%)
  2. Bolívia (53,1%)
  3. México (42,4%)
  4. África do Sul (41,8%)
  5. Equador (41,6%)
  6. Finlândia (41,5%

Nos Estados Unidos são somente 19,4% de ocupações, o que o coloca na 74ª posição do ranking.


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One Response

  1. Luzia Álvares

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